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A flexibilidade nos Projetos de Automação Residencial

Postado em Real Estate ,     Escrito por José Roberto Muratori    em público maio 27, 2015

Um projeto de automação residencial depende de muitas variáveis, entre elas, a flexibilidade e a facilidade de operação. No entanto, integração é a palavra-chave, pois uma coisa é vender um alarme, outra bem diferente é vender um sistema de segurança. O mercado de automação residencial pode ser dividido basicamente em dois: o de larga escala e o de nicho.

O projeto é que faz a interface entre automação, arquitetura e todos os sistemas e subsistemas presentes em uma edificação, tais como elétrica, hidráulica etc. Os sistemas de automação incluem segurança, áudio e vídeo, climatização, informática, controle de iluminação, de eletrodomésticos (ligados ou não à internet), comunicação, telefonia, interfonia, secretária eletrônica; infra-estrutura física (cabeamento), entre outras.

Se tudo isso for interligado, aí, de fato, teremos um sistema de automação residencial. Por exemplo, de seu home theater, onde está assistindo um filme ou programa, o usuário pode atender à porta, observando a imagem de quem está fora, abrindo uma “janela” em sua TV. Assim, ele aciona o controle remoto central ou seu iPhone ou i Pad para abrir a porta, sem necessitar se locomover até o interfone.

Outro tipo de gerenciamento que pode ser feito via automação é o de eficiência energética, que além de reduzir a conta de energia no final do mês, torna a residência sustentável, item que os usuários vêm prestando cada vez mais atenção. É possível programar o funcionamento de aparelhos domésticos, como a lavadora de roupas ou de louças, para funcionarem fora do horário de pico. Um sistema de automação pode, também, fazer a leitura de equipamentos e eletrodomésticos, acionando-os ou desligando-os, de acordo com a necessidade.

Com o consumo de água e sistemas de armazenamento de chuva e reuso é a mesma coisa. Pode-se programar a irrigação do jardim, acionamento de bombas de água não potável para lavagem de áreas externas ou descargas de vasos sanitários, controle de tempo de banhos, etc. Assim, o que poderia parecer um mercado, até certo ponto frívolo, baseado apenas no conforto do usuário, começa a tomar contornos mais sérios de economia de recursos naturais e de custos.

Mas, para que um sistema de automação residencial seja viável, é necessário ter fácil instalação, operação e manutenção. Por isso, as interfaces entre o projeto de automação e os demais projetos são de extrema importância. Outro ponto fundamental é o projeto prever flexibilidade da infra-estrutura de cabeamento para que haja possibilidade de expansão da automação quando o usuário necessitar. É preciso entregar um sistema à prova de ‘futuro’, prevendo ampliações.

Os projetos devem “conversar” entre si, desde o arquitetônico, de interiores, de elétrica, segurança, hidráulica, dados e voz, áudio e vídeo, entre outros. Mas só se pode fazer um bom projeto de automação, se os outros projetos também tiverem qualidade. Não há automação que salve outros projetos ruins.  As interferências são muitas e começam com a localização e distribuição do quadro elétrico e do quadro de automação, de conectividade de dados, voz e imagem. Trata-se de uma grande negociação para definir os espaços onde irá passar a infra-estrutura de automação. Um exemplo disso é a divisão das zonas de iluminação e os pontos de acionamento paralelo, para se alocar sensores e pontos de inteligência de modo que equipamentos e programação da central de automação possam conversar.

O integrador precisa ter uma visão mais generalista e os especialistas é que vão indicar a melhor câmera, a melhor caixa de som, ou o equipamento que for. Outra coisa importante: conduítes não são caros, portanto é melhor exagerar do que faltar, o que evita futuras quebras de paredes e obras civis, quando basta apenas ir ao quadro de automação e mudar um ou outro cabo, até mesmo mudar a programação da automação via software.

A distribuição da automação numa residência, também vem passando por evoluções. O que antes era feito em topologia de anel, agora segue a tendência da topologia de estrela. Na verdade, o cabeamento que sai da caixa de automação segue para diversos pontos da residência, oferecendo a possibilidade de conectar vários pontos dos vários ambientes.  A configuração em estrela faz com que o principal ponto de inteligência do sistema fique no centro da casa e, a partir dele, saiam os cabos para comandar as funções programadas nos diversos ambientes da casa, como sistema de vídeo e som em todos os cômodos. Há, também, o chamado sistema de espelhos, com um ponto central de inteligência e outros com inteligência um pouco menor, que podem conversar entre si e também com a central de automação.

Podem ser criados cenários de iluminação de vários tipos, disponíveis para acionamento de acordo com as necessidades, movimentação de cortinas de acordo com a luminosidade externa, controle de temperatura, acionamento à distância, por iPhone, tablet ou internet, controle de eventos como irrigação de jardins, bombas de piscinas, sauna, aquecimento entre outros.

sobre o autor
José Roberto Muratori
Engenheiro, formado pela Poli-USP, que atua há mais de dez anos na área de Automação Residencial e Tecnologias para Habitação, Marbie Systems, empresa de consultoria e projetos de automação residencial.