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BAIRROS PLANEJADOS DE BAIXA RENDA

Postado em Sustentabilidade ,     em público junho 9, 2015

REVISTA CONSTRUÇÃO MERCADO 2014

BAIRROS PLANEJADOS DE BAIXA RENDA http://construcaomercado.pini.com.br/

A reportagem de capa desta edição trata dos desafios e das oportunidades de criar bairros populares planejados no Brasil, abordando os modelos possíveis. Entre eles, a matéria conta o caso do Paseo Verde, na Filadélfia, primeiro bairro sustentável dos EUA a receber certificação LEED Platinum, em 2013. Acesse no site da Construção Mercado um informativo produzido pela arquiteta Cristina Hana Shoji sobre a Conferência Greenbuilding Philadelphia 2013, em que foi apresentado a certificação Leed do empreendimento.

Leia matéria completa:

Revista Construcao Mercado Junho2014

Acesse informativo sobre a Conferência Greenbuild Philadelphia 2013 :Relatorio Greenbuild Philadelphia 2013_Rev01-Cristina Shoji

PASEO VERDE, BAIRRO SUSTENTÁVEL LEED NEIGHBORHOOD DEVELOPMENT & LEED HOMES dos EUA

1 – São comuns bairros planejados de média e alta renda no Brasil, a exemplo do Pedra Branca e do Jardim das Perdizes. Mas, em sua opinião, qual a importância do desenvolvimento de bairros planejados populares? Eles são importantes para o desenvolvimento do País?

Sim, porque a tendência da urbanização é um fenômeno global. No Brasil, a taxa de urbanização atinge 88%, porém infraestruturas esgotadas e ultrapassadas especialmente nas duas maiores cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, resultaram em um desenvolvimento urbano informal onde 6% da população total do país vivem em aglomerados subnormais.

O Brasil possui uma defasagem de 30 mil unidades habitacionais ao ano. Em termos urbanísticos, o desenvolvimento de novos bairros planejados com tipologia e perfis de renda variados ( Habitação de Interesse Social “HIS” e Habitação de Mercado Popular “HMP”) estimulariam a inclusão e a diversidade social, evitando a segregação e colaborando para o crescimento econômico do país.

Para o desenvolvimento sustentável das cidades é importante viabilizar novos bairros planejados que promovam a qualidade urbana com espaços públicos e áreas verdes bem projetados, respeito ao pedestre e ciclistas, transporte coletivo dentre e entre comunidades, ligando pessoas a empregos, escolas, comércio e serviços básicos de lazer e saúde.

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Asociación Puertorriqueños en Marcha, Inc.” and “ Jonathan Rose Companies 2 – Que exemplos o Brasil pode tirar deste bairro americano (da Philadelphia) para desenvolver bairros populares planejados por aqui?

Paseo Verde da Philadelfia é o primeiro bairro sustentável dos EUA a ser certificado LEED Neighborhood Platinum e LEED for Homes Platinum em 2013. Philadelphia, como as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, é uma antiga cidade colonial e possui muitos bairros com forte identidade e história, estabelecidos décadas, se não séculos, atrás. O reconhecimento do carácter único de cada um desses bairros pode ser reforçada com novas moradias e uma conexão aos serviços básicos e comercias da cidade através de transportes públicos.

Exemplos que se pode tirar deste bairro americano:

1.O convívio social de moradores de HIS e HMP possibilitando a diversidade de níveis sociais e econômicos

2.O empreendorismo de parcerias do poder público e fontes de financiamento.

3.Uso misto no próprio condomínio, com farmácia e escritórios no térreo

4.Estudo de localização em respeito ao morador, oferecendo qualidade urbana pois o empreendimento é servido de acesso ao transporte público e serviços básicos.

5.Respeito maior à própria cidade, com um empreendimento de 206.000 sf construído em 18 meses, menos impacto ao entorno e à vizinhança.

6.Inovação na especificação de sistema construtivo inovador.

O sistema LEED “Leadership in Energyand Environmental Design”, criado em 1999 pela organização americana USGBC “United States Green Building Council”, é uma ferramenta de avaliação do índice de gestão ambiental do empreendimento amplamente reconhecido no mercado brasileiro e aplicado em mais de 147 países e podendo ser concedido a prédios comerciais e residenciais novos, reformados, escolas, hospitais, shoppings e bairros. O Brasil é o quarto no ranking mundial de países com 836 projetos registrados, atrás dos EUA, China e Emirados Árabes.

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O empreendimento Paseo Verde foi desenvolvido em parceria pela incorporadora americana Jonathan Rose Companies e organização Asociación Puertorriqueños en Marcha “APM”, tendo sido projetado pelo escritório de arquitetura Wallace Roberts & Todd e consultoria de sustentabilidade “LEED FOR HOMES” da empresa MAGRANN Associates http://www.magrann.com/index.html ( empresa parceira da GREEN Design Consultoria Sustentável ) .

O responsável pelo gerenciamento de sustentabilidade do projeto, Sr. Jon Jensen e o diretor Sr. Mark Magrann estarão palestrando sobre bairro sustentável Paseo Verde de Philadelphia, EUA durante a GREENBUILDING BRASIL Conferência International and Expo em Agosto 2014, em São Paulo, maior salão de exposição da construção sustentável no Brasil.http://www.expogbcbrasil.org.br/

Project Team :

• Developers/Owners ( Incorporadora ): Asociación Puertorriqueños en Marcha, Inc. and Jonathan Rose Companies

• Architect ( Arquitetura) : Wallace Roberts & Todd

• Contractor ( Construtora) : Domus, Inc.

• Building Management ( Gerenciadora) : The Altman Group

• Mechanical/Electrical/Plumbing Engineer ( Engenharia Mecânica, Eletrica e Hidraulica) : CSA Group

• Structural Engineers ( Engenharia Estrutural): David Chou & Associates

• Civil Engineer ( Engenharia Civil) : Urban Engineers

• Environmental Engineer ( Engenharia Ambiental) : Pennoni Associates

• LEED for Homes Consultant ( Consultores de Sustentabilidade LEED FOR HOMES): MAGRANN Associates

• LEED ND Consultant ( Consultores de Sustentabilidade LEED Neighborhood Development): Raimi + Associates

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O bairro de Paseo Verde oferece 120 residências multifamiliares de quatro andares com apartamentos de 1 a 3 dormitórios com diferentes tipologias de tamanho e distintas classes sociais, 53 unidades de interesse social “HIS” em edifícios multifamiliares e 67 unidades de mercado popular “HMP”, estimulando uma comunidade diversificada. A comunidade está próxima a Universidade Temple, 38.000 estudantes, e oferece qualidade urbana aos moradores de baixa renda com acesso a transporte público, serviços básico e comércio.

A construção sustentável adotou sistema construtivo com estrutura híbrida de aço e concreto pré-moldado para o andar téreo e um sistema de estrutura de madeira pré-panelizada para os andares residenciais acima. Telhados verdes espaçosos, intermeiam-se entre os volumes de apartamentos e proporcionam um espaço de lazer ao ar livre para os residentes. O projeto de uso misto dispõe de escritórios destinados a prestação de serviços aos inquilinos e inclue uma farmácia e uma clínica médica.

O empreendimento de U$31.3 million e 206,000-square-foot,foi construído em 18 meses e patrocinado por 19 programas de incentivos financeiros municipais, estaduais e federais que diretamente premiaram as ações e práticas ambientais adotadas.

Cristina Hana Shoji ( Diretora Técnica da GREEN Design), Antonio Fiol-Silva ( Diretor da Wallace Roberts & Todd Architecture ), Jon Jensen ( Consultor de Sustentabilidade da MaGrann Associates ), Jaquelin Camp ( Diretora da Wallace Roberts & Todd Architecture) na Conferência Greenbuild Philadelphia 2013 nos EUA.

3 – Há interesse por parte de ambos os setores (público e privado) para o desenvolvimento de bairros planejados populares no Brasil? Ou o interesse ainda é incipiente?

Sim. Existe um esforço coletivo de gestores públicos e profissionais contribuindo para minimizar o impacto ambiental negativo da construção civil, através da utilização de ferramentas que estabeleçam parâmetros mínimos de empreendimentos e/ou bairros sustentáveis.

Essas ferramentas são as certificações de sustentabilidade ambiental de empreendimentos, que a nível de bairros podem certificadas pelo Selo LEED Neighborhood Development “Leadership in Energy and Enviromental Design” da organização americana USGBC “United States Green Building Council “, Selo Casa Azul da CAIXA Economica Federal ou Alta Qualidade Ambiental do Empreendimento “AQUA” da Fundação Vanzolini.

As similaridades destes sistemas são que eles incentivam a implantação de empreendimentos em áreas com qualidade urbana, transporte público, promovem estratégias para a melhor gestão da água e economia de energia, encorajam o uso de materiais de baixo impacto ambiental e a redução da geração de resíduos.

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4 – Esses bairros podem ser importantes para as cidades em termos urbanísticos e de sustentabilidade, mas não são tão fáceis de viabilizar, certo? Quais são as dificuldades para se viabilizar um bairro popular planejado?

Certo, bairros planejados que garantam o sucesso do investimento público, evitam o desenvolvimento de aglomerados informais que não oferecem qualidade de vida aos seus moradores, degradam a cidade, prejudicam a vizinhança com a desvalorização dos imóveis e agravam a criminalidade e representam um grande problema para os governantes.

Infelizmente, no Brasil ainda não temos muitos benefícios diretos para premiar as ações e práticas ambientais, porém, este cenário está mudando. Espera-se uma atuação maior do poder público no sentido de redução de taxas e impostos para incentivos à implantação de estratégias sustentáveis nos empreendimentos, e para o consumidor proprietário, que investe em fontes renováveis em seu negócio ou residência, o desconto, abatimento ou retorno do capital investido através de abatimento de impostos.

A exemplo do bairro sustentável Paseo Verde LEED ND, se o desenvolvimento de novos bairros planejados forem concentrados em áreas ao longo dos acessos de transporte público e coletivos, os empreendimentos terão maior potencial de ser desenvolvidos. É necessário um compromisso de parcerias público e privada para viabilizar investimentos financeiros e um envolvimento das comunidades locais apoiando a melhoria das condições existentes com o aumento da qualidade urbana dos moradores.

Na gestão pública gostaria de citar o bairro sustentável de Paraisópolis, segunda maior favela em número de habitantes, onde as 171 unidades habitacionais sustentáveis conquistaram em 2012 de forma pioneira o Selo Casa Azul nível máximo OURO, por conta de ações realizadas desde 2005 objetivando a inserção da comunidade em uma malha urbana dotada de infraestrutura básica. A CAIXA pontuou a existência da infraestrutura, transporte público, serviços, equipamentos comunitários; projeto de paisagismo com local especifico para coleta seletiva, dispositivos economizadores de energia e água, medição individual de água e gás e correta gestão de resíduos durante a obra . O diferencial deste projeto foi o atendimento a todos os 11 critérios das práticas sociais com a capacitação dos moradores para a gestão destes empreendimentos.

Na gestão privada, seis novos bairros planejados estão em construção e são proponentes a certificação LEED ND em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

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5 – Há algum modelo de empreendimento popular planejado que seja mais viável? Por exemplo: é mais viável inserir uma parcela de unidades populares num bairro de média/alta renda ou é melhor fazer uma bairro totalmente popular?

As pessoas não vivem em casas, mas em bairros. Onde a moradia está localizada e como ela está inserida no contexto ambiental, social, cultural e econômico são fatores que, de uma forma muito real, influenciam a qualidade de vida, o cotidiano das pessoas, a sua saúde, segurança e bem-estar dos moradores.

Por que construir casas e edifícios residenciais em novos bairros planejados sem infraestrutura necessária para a qualidade urbana dos moradores, quando os recursos de nossas cidades já existem ? Na minha opinião, construir ou renovar moradias residenciais multifamiliares existentes com novas construções sustentáveis que ofereçam diferentes tipologias de tamanho e que serão mais atrativas e acessíveis a perfis de renda variados promovendo o desenvolvimento de comunidades diversificadas e dinâmicas.

O bairro sustentável Paseo Verde da Philadelphia aborda a questão de forma mais agressiva, com a inserção de uma parcela de 53 unidades residenciais de Habitação de Interesse Social e 67 unidades residenciais de Habitação de Mercado Popular num bairro de média renda, oferecendo qualidade urbana aos moradores de baixa renda com acesso a transporte público, serviços básico e comércio.

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Asociación Puertorriqueños en Marcha, Inc.” and “ Jonathan Rose Companies * Processo de consultoria de sustentabilidade “LEED FOR HOMES MIDRISE MULTIFAMILY” da empresa MAGRANN Associateshttp://www.magrann.com/index.html ( empresa parceira da GREEN Design Consultoria Sustentável ) .

Termos e Condições
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Os descontos mencionados nos itens (i, ii, iii) não são cumulativos e se aplicam ao pagamento à vista ou parcelados. Em todas as situações, prevalece o maior desconto.   Desconto especial por antecipação de inscrição  5. Inscrições pagas até 45 dias antes da data de início do curso receberão desconto de 10%, cumulativo em relação ao eventual desconto aplicado com base na “Política de Descontos da Academia” (itens 3 e 4 acima).   Reagendamentos 6. Os cursos da AEA Educação Continuada são ministrados a turmas abertas, formadas por adesão dos interessados. Por isso, a realização do curso depende da inscrição de um número mínimo de participantes, Na hipótese de quorum insuficiente, impossibilidade de comparecimento do professor ou outros imprevistos, a AEA Educação Continuada reagendará o curso, para a data mais próxima possível, a fim de preservar o melhor interesse de todos. 7. 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Especialmente em caso de viagens, antes de se deslocar, solicitamos entrar em contato com a AEA Educação Continuada, a fim de confirmar as informações sobre data e local do curso, evitando transtornos.   Cancelamentos 9. As inscrições poderão ser canceladas, com a devolução dos valores pagos, a pedido do interessado até 10 dias corridos antes do início do curso. 10. No caso de inscrições canceladas, a pedido do interessado, com prazo inferior a 10 dias corridos antes do início do curso, não haverá devolução do valor pago, e o inscrito poderá transferir integralmente o seu crédito para outra turma interesse, pagando eventual diferença, se houver. No caso de não comparecimento no curso (no show), ou de comunicação de não comparecimento, e prazo inferior a 2 dias antes da data de início do curso, por qualquer motivo, 80% do valor total da inscrição (e não da parcela paga, em caso de pagamento parcelado) poderá ser transferido para outro curso oferecido pela AEA Educação Continuada, mas não haverá devolução de valores pagos. Os 20% restantes serão retidos como multa tendo em vista os custos antecipadamente despendidos para possibilitar a participação do inscrito. 11. Destacamos que em caso de inobservância dos comunicados da AEA Educação Continuada (especialmente nos termos do item 8 acima) não haverá reembolso de nenhuma espécie de despesas, incluindo, mas não se limitando a, passagem aérea e rodoviária, combustível, pedágio, locação de veículos, hospedagem, alimentação e outras.   Devolução de valores 12. Nas hipóteses de devolução de valores, o depósito do valor será realizado em 10 dias úteis, contados do envio do comprovante de pagamento e dos dados bancários do favorecido (agência, conta bancária, nome do titular da conta e CPF/CNPJ). 13. Será devolvido apenas o valor principal das parcelas pagas, deduzidas as despesas havidas com a operadora do cartão de crédito, emissão ou reemissão de boletos e tarifas bancárias. 14. Caso seja solicitada a reemissão de boletos, o valor das tarifas bancárias serão incluídos no valor do novo título.   Mora e inadimplemento 15. Os boletos emitidos para os cursos realizados, com data de pagamento posterior ao encerramento do evento, e não pagos até a data do seu vencimento, estarão sujeitos a multa de 2%, juros e correção monetária de 5% ao mês, e após 3 (três) dias serão automaticamente encaminhados ao cartório de protesto de título. 16. 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