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Construção Sustentável e Qualidade de Vida nas Cidades

Postado em Sustentabilidade ,     em público junho 9, 2015

As cidades, onde vive a maior parte da população do planeta, compartilham um grande dilema: ao mesmo tempo em que são o centro do progresso, da tecnologia e do desenvolvimento, possuem problemas sociais e ambientais bastante sérios.

Segundo Vivian Blaso, mestre em Antropologia, e Responsabilidade Social na Construção Civil pela PUC SP; especialista em Gestão Responsável para Sustentabilidade, pela Fundação Dom Cabral, e diretora da Agência Conversa Sustentável, São Paulo é um exemplo disso, pois o modo de vida de seus habitantes e o crescimento da construção civil aumentam os impactos no meio ambiente e pioram a qualidade de vida de seus habitantes.

“O modelo de desenvolvimento urbano de São Paulo é um exemplo de como existem lacunas que necessitam ser preenchidas, pois basta olhar para a cidade, que ela nos mostra as questões relacionadas à mobilidade urbana, coleta de lixo domiciliar, enchentes, ocupações em áreas vulneráveis, entre outros problemas que fazem parte da agenda da cidade”, destaca Vivian. Leia, nesta entrevista, o que a especialista propõe para tornar a ocupação urbana e os empreendimentos mais amigáveis ao meio ambiente.

AEA – Quais as principais ações da cadeia produtiva da construção civil que podem contribuir para que o setor se torne mais sustentável?

Vivian Blaso – A primeira ação seria a escolha do terreno, que deve levar em consideração acesso a serviços de infraestrutura, permeabilidade do solo, entre outras possibilidades. As empresas de incorporação imobiliária são responsáveis por criar condições de infraestrutura, lazer, comércio, abrigo e conforto para a vida das pessoas nas metrópoles. Entretanto, alguns aspectos de sustentabilidade são deixados de lado em função de custos. A conseqüência desse tipo de ação é que a vizinhança do empreendimento recebe o maior impacto e, muitas vezes, este ele pode ser visto por qualquer um de nós.

AEA – Quais seriam essas conseqüências?

Vivian – Basta olhar ao nosso redor que iremos identificar, por exemplo, duas questões estratégicas para a qualidade de vida das pessoas: a mobilidade e a geração de lixo. Estes são talvez os dois impactos imediatos na cidade. E o como resolver isso? Buscando a integração da implantação destes empreendimentos com sistema de transporte coletivo da região. O setor não tem a responsabilidade direta neste tipo de ação, mas é um grande influenciador, pois quanto melhor o acesso aos serviços de infraestrutura de um empreendimento, mais valorizado ele será. Isso é já é praticado na implantação dos megaprojetos, que exigem um esforço conjunto entre as iniciativas pública e privada e as chamadas “Operações Urbanas”, na qual o poder público cria as condições para o setor privado conseguir as transformações pretendidas. Porém, é necessário ampliar o panorama, ter uma visão sistêmica e ampla voltada para aspectos de sustentabilidade e focadas no triple boton line (econômico, social e ambiental).

AEA – Como deve ser tratada a questão dos transportes?

Vivian – Como é um elemento delimitador de ocupação de espaços nas cidades a questão do uso do solo não deve ser tratado de maneira dissociada do planejamento do sistema de transporte público, que pode gerar aumento na circulação de veículos particulares, fator que vem contribuindo para piorar a qualidade de vida das pessoas nas metrópoles. Outra grande questão é privilegiar projetos considerem as questões relacionadas à economia de água, energia elétrica, além da escolha de materiais que gerem o menor impacto ambiental possível. Observar isso já seria um grande passo para melhorarmos a qualidade de vida nas cidades. Dessa maneira, contribuímos com a preservação de recursos tanto na fase de implantação dos empreendimentos, como a fase de manutenção e operação, pois é dentro dos edifícios que consumimos a maior parte de recursos naturais, tais como água e energia.

AEA – Quais os cuidados adotados no canteiro de obras para reduzir desperdícios, evitar a geração de entulho e diminuir as emissões de CO2?

Vivian – A separação de resíduos, o reaproveitamento de materiais, e escolha de fornecedores próximos ajuda a mitigar estes impactos. Para que isso aconteça, será necessário um grande esforço entre a construtora, fornecedores e equipe de implantação. Antes de implantar o canteiro é muito importante o alinhamento da construtora com seus fornecedores a fim de explicar as diretrizes de um canteiro mais sustentável. Nestes casos é fundamental trabalhar indicadores e avaliar resultados com objetivo de obter uma melhoria contínua nos processos, pois quanto mais eficiência, também é maior a lucratividade e a sustentabilidade da obra.

AEA – Como os projetos arquitetônicos podem tornar as edificações mais sustentáveis, tanto durante a fase de construção como na fase de uso e manutenção?

Vivian – O projeto é o momento de planejamento de um empreendimento. Assim, se o arquiteto teve a preocupação de levar em consideração os aspectos de sustentabilidade e tecnologias como, por exemplo, metais e bacias economizadores de água, aproveitamento de iluminação e ventilação natural, certamente o empreendimento irá gerar economia de recursos. Entretanto, para que isso aconteça será necessário também medidas para educação dos usuários sobre estes aspectos, pois não adianta ter tecnologia se ela não é utilizada de maneira adequada.

AEA – Quais seriam as características relacionadas a tipologias e sistemas construtivos a serem utilizados pelas construtoras a fim de reduzir os impactos ambientais?

Vivian – O mais importante é a incorporação de tecnologias que permitam as reduções de água e energia. Um edifício com certificação ambiental tem custos de construção entre 5% e 7% maiores que um convencional. Só que a economia gerada em termos de energia e água paga esse investimento em cerca de três anos. Em habitações de interesse social, a CDHU tem promovido melhoria do produto habitacional. O programa prevê novas tipologias, um terceiro dormitório, pé direito ampliado, o que proporciona maior circulação de ar e conforto termoacústico, além de revestimentos de pisos em todas as dependências, azulejos nas áreas de cozinha e banheiro, laje, cobertura para área de serviço, esquadrias de alumínio, muros divisórios, paisagismo e arborização. Assim, a sustentabilidade visa reduzir não só o impacto ambiental, mas também redução dos custos de manutenção e nas contas de água e energia dos usuários. Além de incorporar o desenho universal e acessibilidade, que prevê habitações utilizáveis por qualquer pessoa, independente da idade, mobilidade física ou qualquer outro tipo de limitação.

AEA – Quais as ações interessantes da Plataforma Cidades Sustentáveis, com práticas e experiências bem-sucedidas em todo o mundo?

Vivian – Sabemos que são muitos os programas e iniciativas em São Paulo em busca da sustentabilidade. Mas, existe uma fragmentação e desarticulação entre os atores nestes processos, como os governos, empresas fornecedoras da construção civil e empresas de desenvolvimento imobiliário, o que não conduz à sustentabilidade. Isso se deve ao fato de não pensarmos de maneira integrada. Aspectos como a educação, formação de redes de conhecimento, por exemplo, são estratégicos para a cultura da sustentabilidade. Os profissionais do setor da construção civil já sabem disso, mas será necessário integrar a multidimensionalidade e complexidade humana para a educação do futuro.

Termos e Condições
Contrato de Prestação de Serviços pela AEA Educação Continuada Data-Limite 1. As inscrições para os cursos se encerram 7 dias antes do início das aulas. Excepcionalmente, desde que existam vagas disponíveis, serão aceitas inscrições após a data limite. 2. A data-limite não garante a disponibilidade de vagas. Por isso, recomendamos a efetivação da inscrição/pagamento com antecedência.   Política de Descontos da AEA Educação Continuada 3. A AEA Educação Continuada oferece descontos às seguintes categorias, comprovada a condição mediante apresentação do documento competente, conforme o caso: (i) Grupos de profissionais (3 ou mais inscritos): 10% (ii) Estudantes de graduação e professores: 15%, não sendo aplicado à pós-graduação. (iii) Desconto para pacote de cursos: 10% para inscrições em 2(dois) cursos; 15% para inscrições em 3(três) cursos; 20% para inscrições em 4(quatro) ou mais cursos; 4. Os descontos mencionados nos itens (i, ii, iii) não são cumulativos e se aplicam ao pagamento à vista ou parcelados. Em todas as situações, prevalece o maior desconto.   Desconto especial por antecipação de inscrição  5. Inscrições pagas até 45 dias antes da data de início do curso receberão desconto de 10%, cumulativo em relação ao eventual desconto aplicado com base na “Política de Descontos da Academia” (itens 3 e 4 acima).   Reagendamentos 6. Os cursos da AEA Educação Continuada são ministrados a turmas abertas, formadas por adesão dos interessados. Por isso, a realização do curso depende da inscrição de um número mínimo de participantes, Na hipótese de quorum insuficiente, impossibilidade de comparecimento do professor ou outros imprevistos, a AEA Educação Continuada reagendará o curso, para a data mais próxima possível, a fim de preservar o melhor interesse de todos. 7. Excepcionalmente, a AEA Educação Continuada poderá substituir o professor inicialmente contratado por outro profissional, igualmente qualificado, a fim de preservar o melhor interesse de todos e contornar imprevistos ou conflitos de agenda. 8. Em caso de reagendamento, a AEA Educação Continuada avisará todos os inscritos, por e-mail, informando a nova data, razão pela qual o participante deve manter seu cadastro atualizado, informando o e-mail de contato que acesse com mais freqüência. O inscrito será automaticamente realocado na nova turma do curso de interesse, podendo solicitar a transferência da inscrição para outro curso ou a devolução dos valores pagos. Por isso, recomendamos atenção aos comunicados eletrônicos da AEA Educação Continuada no período que antecede a data prevista para a realização do curso. Especialmente em caso de viagens, antes de se deslocar, solicitamos entrar em contato com a AEA Educação Continuada, a fim de confirmar as informações sobre data e local do curso, evitando transtornos.   Cancelamentos 9. As inscrições poderão ser canceladas, com a devolução dos valores pagos, a pedido do interessado até 10 dias corridos antes do início do curso. 10. No caso de inscrições canceladas, a pedido do interessado, com prazo inferior a 10 dias corridos antes do início do curso, não haverá devolução do valor pago, e o inscrito poderá transferir integralmente o seu crédito para outra turma interesse, pagando eventual diferença, se houver. No caso de não comparecimento no curso (no show), ou de comunicação de não comparecimento, e prazo inferior a 2 dias antes da data de início do curso, por qualquer motivo, 80% do valor total da inscrição (e não da parcela paga, em caso de pagamento parcelado) poderá ser transferido para outro curso oferecido pela AEA Educação Continuada, mas não haverá devolução de valores pagos. Os 20% restantes serão retidos como multa tendo em vista os custos antecipadamente despendidos para possibilitar a participação do inscrito. 11. Destacamos que em caso de inobservância dos comunicados da AEA Educação Continuada (especialmente nos termos do item 8 acima) não haverá reembolso de nenhuma espécie de despesas, incluindo, mas não se limitando a, passagem aérea e rodoviária, combustível, pedágio, locação de veículos, hospedagem, alimentação e outras.   Devolução de valores 12. Nas hipóteses de devolução de valores, o depósito do valor será realizado em 10 dias úteis, contados do envio do comprovante de pagamento e dos dados bancários do favorecido (agência, conta bancária, nome do titular da conta e CPF/CNPJ). 13. Será devolvido apenas o valor principal das parcelas pagas, deduzidas as despesas havidas com a operadora do cartão de crédito, emissão ou reemissão de boletos e tarifas bancárias. 14. Caso seja solicitada a reemissão de boletos, o valor das tarifas bancárias serão incluídos no valor do novo título.   Mora e inadimplemento 15. Os boletos emitidos para os cursos realizados, com data de pagamento posterior ao encerramento do evento, e não pagos até a data do seu vencimento, estarão sujeitos a multa de 2%, juros e correção monetária de 5% ao mês, e após 3 (três) dias serão automaticamente encaminhados ao cartório de protesto de título. 16. O aluno que, por qualquer motivo, cancelar a sua inscrição fora do prazo mencionado no item 9 ou deixar de comparecer ao curso, não se sujeita ao acima mencionado, mas permanece adstrito ao sistema de transferência de crédito descrito nos itens 8 e 10. 17. Caso a AEA Educação Continuada tenha que realizar a cobrança de quaisquer valores devidos em decorrência deste Contrato, a mesma poderá cobrar o reembolso de todas as despesas incorridas por conta de cobrança, judicial ou extrajudicial, de tais valores, incluindo custos de postagem de carta de cobrança, cobrança telefônica e despesas cartorárias.

AEA Cursos Ltda. São Paulo,