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Equipes de implantação em um novo contrato de prestação de serviços

Postado em Facilities ,     Escrito por Prof. Esp. Alexandre Marcelo Fontes Lara    em público setembro 8, 2020


Há muito se ouve falar sobre a ocorrência de falhas durante a implantação de novos contratos de prestação de serviços, deixando verdadeiras “lacunas” ou “gaps” para a posteridade, ou melhor, para serem atacadas na fase de operação. 

Além de desconfortos e eventuais perdas de desempenho, muitas destas “lacunas” acabam sendo literalmente “acomodadas no dia a dia da operação”, sem que se consiga mitiga-las de forma efetiva, o que demandará em alguns casos por uma força-tarefa extra. 

No entanto, apesar de se tratar de uma situação recorrente em diversas implantações, a falta de um planejamento prévio e da inclusão de equipes dedicadas para a implantação de novos contratos continua a permitir tal recorrência. 

Lembrem-se de que: 

  1. As equipes de operação em um contrato têm como principal foco e preocupação prover as condições adequadas de trabalho e produtividade aos usuários e ocupantes de uma edificação; 
  2. O dia a dia de uma operação requer a continuidade quanto: 

    1. Ao cumprimento de rotinas e atividades estabelecidas em contrato; 
    2. A supervisão de serviços sob a responsabilidade da equipe do contrato; 
    3. Ao atendimento contínuo e com qualidade aos usuários e ocupantes; 
    4. Ao cumprimento dos trâmites administrativos inerentes a prestação de serviços, incluindo elaboração de escopos e pedidos para cotação, atividades de suprimentos e compras, pagamentos, relatórios, entre outras; 
  3. As equipes de operação deveriam dispor de horas técnicas disponíveis para levantamentos, cadastramentos, revisão de escopos com base em levantamentos e backlogs, elaboração de planos de ação para a redução de backlogs e cumprimento de ações corretivas, elaboração e/ou revisão de planos de operação e processos, entre outras atividades de implantação. 

Trata-se, portanto, de uma carga substancial de trabalho a ser “despejada” sobre as equipes de operação, o que contribuirá para a proliferação das “lacunas” sobre as quais já falamos acima. 

Uma forma de se auto prevenir contra os males de uma inadequada implantação requererá também um planejamento prévio, ainda na fase que antecederá o BID (concorrência), para que se desenhe o edital com a especificação de uma equipe de implantação dedicada durante uma fase inicial do contrato, assim como também uma eventual entrada antecipada de parte da equipe de supervisão.

  Novamente, nos deparamos com um termo tão conhecido de todos nós……: planejamento! 
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sobre o autor
Prof. Esp. Alexandre Marcelo Fontes Lara
Engenheiro Mecânico graduado pela FEI, pós-Graduado em Refrigeração e Ar Condicionado e em Avaliações e Perícias de Engenharia. Possui 32 anos de experiência profissional na área de Operação & Manutenção, com atuação na implantação, coordenação, auditoria e consultoria em projetos de O&M predial e industrial, além de sua atuação como Autoridade de Comissionamento em alguns dos principais projetos de infraestrutura predial e industrial no Brasil. Soma-se também em sua trajetória a participação como colaborador em comitês técnicos e/ou associado em instituições brasileiras e norte americanas, como a ASHRAE - American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers, BCxA – Building Commissioning Association, ANPRAC - Associação Nacional de Profissionais de Refrigeração e Ar Condicionado e ABRAFAC – Associação Brasileira de Facilities, onde ocupou a posição de Diretor durante o biênio 2017-2018. Autor de diversos artigos sobre comissionamento, auditorias de qualidade na prestação de serviços, manutenção e operação em instalações prediais e industriais para as revistas INFRA, TECHNE, PINI / Construção Mercado, ABEMPI e Climatização & Refrigeração. Ministrou palestras, seminários e cursos através de entidades de nosso setor, tais como ABRAFAC, ANPRAC, FUPAM–USP, IBAPE-SP, IBAPE-PR, SENAI-SP, entre outras. É docente da cadeira de “Comissionamento, Medição & Verificação” no MBA – Construções Sustentáveis – UNIP, docente da cadeira de Operação e Manutenção no curso de pós-graduação em Avaliações e Perícias de Engenharia – MACKENZIE, docente da cadeira “Gerenciamento de Operações” no curso de especialização Gerenciamento de Ativos Imobiliários Corporativos – FDTE (USP) / CORENET e docente nos cursos de “Arquitetura Hospitalar” e “Engenharia Hospitalar” na UNIVERSIDADE EINSTEIN. É Diretor Técnico da A&F Partners Consulting Engenharia Ltda.