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O sentido da Luz

Postado em Sustentabilidade ,     Escrito por Prof. Ma. Luis Emiliano Costa Avendaño    em público julho 1, 2015

O design historicamente se analisa e desenvolve pela famosa frase “a forma segue a função” ultimamente também está sendo agregada a esta frase a questão da emoção, entendendo aqui a emoção como fator subjetivo da percepção da forma, é através da emoção que conseguimos criar a empatia do consumidor com o objeto, caracterizando-se assim a compra. Atingir este valor subjetivo, gerado pela competência do design, é o foco de qualquer projeto de objeto e o sucesso da competitividade de uma empresa.

O consumidor não se questiona e nem questiona como o objeto foi produzido, quais são os materiais e processos utilizados, a tecnologia e recursos humanos empregados na construção do objeto, que são de extrema importância na construção do mesmo, então surge o valor subjetivo como o maior valor de julgamento no ato da compra.

A análise emocional do objeto se dá em vários momentos, sendo o impacto visual o principal, atribuído à percepção do “golpe de vista”, num segundo estágio o consumidor reflete para observar e analisar com mais detenção o objeto do desejo até entrar numa análise racional onde a questão do preço decide a compra.

No caso de uma luminária o fator que deveria decidir a compra é a luz e não tanto o objeto decorativo, ainda que a beleza da luminária influencie positivamente a compra da mesma, o consumidor compra uma percepção ambiental da luz, infelizmente depois que a luminárias está instalada percebe que a beleza estética do objeto não corresponde à beleza subjetiva da luz imaginada.

Mas como analisar a percepção da luz? Como o consumidor analisa esta percepção? E, como o designer deve compreender este ato no momento do projeto do objeto? Entender estas três situações é compreender o ato humano que da alma ao objeto, deixando de ser puramente um objeto físico e passando assim a ter identidade emocional. A procura desta identidade não é mais uma questão mercadologia e sim sensorial, é perceber que o ser humano (seja consumidor ou usuário), tem suas necessidades inexplicáveis pela simples racionalidade, para sentir a luz, cada um de nós tem que sentir a escuridão. Começo minhas aulas com o ambiente escuro, onde o “ser” se desconecta da realidade, onde o pensamento viaja, a imaginação voa, onde a visão não é mais o sentido básico, onde a mão e o ouvido são os sentidos principais, e o contexto é percebido de outra forma e eis que a luz aparece, inicialmente por uma luz de vela – que dá aconchego, a luz artificial original, o calor é sentido e a calma inunda o nosso corpo, a luz artificial é “dura” muito tecnológica, percebe-se que lhe falta identidade, calor, esgota os outros sentidos.

A luz na sua na sua inexistência palpável representa um estado de espírito, o próprio objeto deixa de existir quando a luz comparece na sua função imaginada. Não só no design de uma luminária com também em qualquer coisa que o designer crie deve ter sempre em mente a construção do desejo percebido, a parte física da luminária é a embalagem do sensorial é o meio para fazer o elogio à condição humana por meio da poesia da luz.

Sempre me pergunto qual é o sentido do objeto que ilumina se de fato o “sentido” dentro do significado sensorial da palavra é a própria luz e como esta interage com o ser humano, será que o objeto se sobrepõe à própria luz? Será que a materialidade se sobrepõe à imaterialidade da luz? Como deve ser analisada a luz? Pelo objeto (sua embalagem) ou sua subjetividade (fator sensorial)?

O objeto em si, a luminária, tem sido muito analisada como objeto de desejo (valores semânticos, signos, poder, luxo, etc.) e como elemento decorativo importante na história das residências e seus espaços habitáveis da humanidade, iniciando-se como luz calor real – no uso do fogo (as lucernas, por exemplo) e como luz calor (sensorial) as atuais luminárias e suas tipologias de fontes de luz (lâmpadas e LED’s) que geram um valor de aconchego que depende de valores de conforto ambiental de acordo às necessidades fisiológicas de cada indivíduo.

A luz também é de fato o valor mais importante dentro da compreensão deste binômio objeto/luz, já que é em suma o que se precisa, assim como sua sombra, consequentemente é isto que tem que ser valorizado no momento do projeto da luminária, ou será que, sendo o interesse a própria luz, não seria interessante “projetar” a luz e não sua “embalagem”, podendo gerar assim novos conceitos e inovação num setor industrial carente, às vezes, de novas ideias?

A luminária só tem sentido de uso quando existe o namoro entre a luz e o espaço, antes só é um objeto decorativo, inútil até, cobra existência no momento da sua luz, no momento da percepção fisiológica e psicológica do uso do ambiente – o lugar, e é aqui, durante este ato que o objeto transparece como valor poético sensorial que somente dentro de uma análise de observação desta intimidade a obra pode ser gerada. O objeto que ilumina e um facilitador da percepção da luz, sua estética material é a base para a própria imaterialidade da luz.

Aos designers de luminárias não comecem se perguntando como deve ser a estética do objeto, mas pensem na sensação da luz.

sobre o autor
Prof. Ma. Luis Emiliano Costa Avendaño
Prof. Dr. Luis Emiliano Costa Avendaño Doutor em Gestão de Design pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP, graduado em Desenho Industrial pela Pontifícia Universidad Católica de Valparaiso – Chile. Professor de graduação na Universidade Nove de Julho – UNINOVE e Faculdade de Comunicação e Design da Oswaldo Cruz – FCD. Consultor em Gestão de Design e Design Industrial. Júri dos concursos de design de luminárias da Abilux e Museu da Casa Brasileira. Membro fundador da Associação dos Designers de Produtos – ADP. Proprietário do escritório de design “LECA Design & Comunicação”.
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