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Sistemas Construtivos para Unidades de Saúde

Postado em Design , Postado em Urbanismo ,     Escrito por Coordenador: Prof. Dr. Ronald Lima de Góes    em público junho 9, 2015

Conformidade, Contigüidade, Expansibilidade, Flexibilidade e Valência são as cinco premissas básicas que devem ser levadas em consideração ao pensar um projeto.

A Conformidade é o conceito de projeto que estabelece as condições essenciais para que os espaços hospitalares contenham, de forma adequada e exclusiva, todas as funções para as quais foram projetados. Ou seja, a concepção arquitetônica da edificação, dos seus elementos, das instalações prediais e dos seus componentes construtivos deve abranger a determinação e a representação dos aspectos de ambientes exteriores e interiores.

Desde acessos, vias, pavimentos, passarelas, estacionamentos, rampas, escadas, taludes, patamares, jardins, áreas livres, fechamentos (muros, grades) e proteções, até circulações horizontais (corredores) e verticais (escadas, rampas e elevadores), salas de cirurgia e de atendimento, quartos, sanitários e cozinhas, instalações, entre outras.

Outra premissa é a Contigüidade, conceito de projeto pelo qual a anatomia do edifício hospitalar organiza os percursos, distâncias e relações entre os setores, unidades ou departamentos. Estabelece processos e métodos de dimensionamento do edifício, do setor de Apoio ao Diagnóstico e Terapia (ADT) e das Instalações e dos custos hospitalares, e toda a complexa questão energética na atual conjuntura da arquitetura e da engenharia.

A Expansibilidade, por sua vez, é o conceito de projeto no qual, a partir da morfologia (ou tipologia) arquitetônica adotada, no seu sentido macro, já projete as previsões de linhas de crescimento ou ampliações do edifício.

Já a Flexibilidade considera a dinâmica dos espaços hospitalares, suas constantes ampliações, modificações e adaptações, que exigem soluções compatíveis com tais necessidades, sem alterar a fundo o funcionamento do hospital.

E a Valência, conceito de solução arquitetônica que estabelece a hierarquização de algumas funções e exigências de proximidade umas das outras como, por exemplo, o centro cirúrgico tem de estar próximo do centro de material esterilizado, da UTI, do centro obstétrico e do centro de recuperação de operados. Um levantamento estatístico dos fluxos de funcionamento estabelece quais áreas devem ficar mais próximas.

Esta última, na realidade, amplia o conceito de Contiguidade e desempenha um papel importante na concepção e atualização de instituições de saúde. Seja no ordenamento funcional e na aglutinação racional e lógica de componentes afins; na interação e nos inter-relacionamentos qualitativos e quantitativos, na otimização da posição e proximidade de elementos e distâncias, urgências, prioridades, necessidades, peculiaridades dependentes. Além da otimização de fatores, utilização de custo/benefício, potencialidade de vetores de correlacionamento funcional de produção e de recursos humanos.

sobre o autor
Coordenador: Prof. Dr. Ronald Lima de Góes
Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Santa Úrsula – USU – Rio de Janeiro, Mestre em Arquitetura e Planejamento pela Universidade de São Paulo – USP e Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. UFRN. Foi professor de Projetos de Grandes Complexidades do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFRN desde 1975. Coordenador do Projeto ORLAS (Urbanização Turística) no Rio Grande do Norte. Consultor da BDM Engenharia Ltda. (República de Angola), em Planejamento e Projetos de Hotéis e Hospitais. Autor de diversos livros, dentre eles, Manual Prático de Arquitetura Hospitalar, Manual Prático de Arquitetura para Clínicas e Laboratórios, Planejamento e Projeto de Hotéis, todos pela Editora Blucher. Diretor Técnico de RONALD DE GÓES ARQUITETURA LTDA, empresa com mais de 30 anos de atividades profissionais atuando nas áreas hoteleira, hospitalar, educacional, habitacional e urbanização turística.