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Sustentabilidade das Madeiras de Reflorestamento para a Construção Civil

Postado em Sustentabilidade ,     Escrito por Rogildo Gallo    em público junho 9, 2015

Assim será possível mostrar com clareza à sociedade porque a madeira é o único material verdadeiramente ecológico para a construção. Neste debate é indispensável separar as razões técnicas, econômicas e socioambientais daquelas que só representam interesses setoriais.

Neste debate é indispensável separar as razões técnicas, econômicas e socioambientais daquelas que só representam interesses setoriais. Apesar das evidências tecnológicas e científicas, muitos produtores de materiais construtivos resultantes do extrativismo insistem em argumentos pseudo-ambientalistas. Chega a ser um insulto à inteligência do cidadão. Seu objetivo, claro, é vender a segmentos pouco esclarecidos do mercado, embora cheios de boas intenções, a falsa ideia de produzir benefícios ambientais poupando florestas a qualquer custo. Mesmo que o preço a pagar seja o da degradação ambiental. A omissão diante deste tema abre espaço para difusão de produtos nada sustentáveis, mas pretensamente ecológicos. Para vendê-los, quem os fabrica conta com a complacência do mercado e a desinformação de um certo tipo de consumidor ingênuo, num jogo não declarado do tipo “me engana que eu gosto”. Um consumidor ingênuo e manipulado asfixia o produtor sério, ético. A propósito, a mídia veicula sistematicamente notícias sobre desmatamentos na região Amazônica, em geral abrindo áreas para novos projetos agrícolas e pecuários.

Ações como estas são perpetradas por maus produtores, felizmente a minoria, em verdadeiros atentados à imagem de um setor empresarial sério e competente que compõe o agronegócio do Brasil, responsável pela geração da maior parcela de riquezas e de recursos externos para o País. Em paralelo a essa situação, o setor madeireiro nacional também sofre muito com esse tipo de ações predatórias, uma vez que para a população fica o sentimento de que a floresta deve ser preservada a qualquer custo, como querem os que só ganham com a desinformação.

Este não é o caminho correto a ser seguido, pois as madeiras nativas têm um papel essencial na economia do País, respondendo pela geração de milhares de empregos, especialmente na região Amazônica. Deve-se, sim, agir com toda a responsabilidade, tanto da parte dos empresários, quanto dos órgãos de governo responsáveis pelos projetos, autorizações e fiscalização de programas de manejo sustentado. Estudos técnicos demonstram que pode-se ter uma fonte inesgotável de riqueza explorando a floresta com inteligência, retirando dela somente as árvores que já cumpriram seu ciclo e têm o crescimento estabilizado. Elas praticamente só fazem a troca de O2 por CO2 em quantidades iguais, abrindo espaços na floresta para que árvores menores, em pleno crescimento, ocupem seus lugares permitindo que dentro de 10 anos, 20 anos ou mais possam ser colhidas, reiniciando um processo absolutamente sustentável. Processo inteligente – Como o foco concentra-se num processo de exploração inteligente, o aproveitamento das madeiras retiradas de florestas nativas deve ter fins nobres, como para o revestimento de painéis, na fabricação de móveis e na construção civil.

Não devem ser transformadas em carvão, possivelmente a pior aplicação, nem para outros fins como a produção de mourões, postes e dormentes. Para isto as madeiras de reflorestamento tratadas são muito mais apropriadas e até ajudam a diminuir a pressão sobre espécies nativas.A coexistência entre madeiras nativas e reflorestadas é totalmente harmônica. Elas podem ser direcionadas para mercados diferenciados e específicos. Madeiras provenientes de reflorestamentos, como eucalipto e pinus, processadas segundo as mais modernas técnicas de preservação e acabamento, ocupam espaços cada vez maiores na construção civil nos países mais avançados do mundo.

No Brasil não é diferente. Ganham destaque as aplicações da madeira de reflorestamento tratada nos setores rural, ferroviário, de eletrificação e construção habitacional devido à sua durabilidade, versatilidade, facilidade no manuseio e manutenção, beleza, propriedades termoacústicas e, principalmente, por ser o único material efetivamente renovável entre todos aqueles disponíveis para a cadeia produtiva da construção.Razões como estas povoam as mentes daqueles que trabalham e apreciam as propriedades técnicas e estéticas deste excepcional material chamado “ madeira”. Cabe a esses agentes esclarecer adequadamente seus públicos sobre as vantagens do uso da madeira e seu papel no desenvolvimento do país. Não é possível que em pleno século XXI ainda existam campanhas difamatórias contra a madeira, patrocinadas por produtores de materiais não-renováveis, oriundos em sua totalidade do extrativismo. A intenção óbvia é ocupar o espaço milenarmente conquistado pela madeira, sob o manto do cinismo e o falso argumento da preservação das florestas custe o que custar.

Como ação positiva em defesa da madeira, cabe destacar a excelente campanha lançada recentemente pela Abrafati-Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, denominada “Madeira de Verdade”, com excelentes trabalhos e informações publicados no portal criado especificamente para essa campanha, no endereço www.madeiradeverdade.com.br.

sobre o autor
Rogildo Gallo
Diretor superintendente da Montana Química.