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Curso I – Arquitetura em Container

Esse é o segundo curso da AEA que participo, e assim como no primeiro, o curso de Arquitetura de Hospitais, Clínicas e Laboratórios, atendeu 100% das minhas expectativas.

André Maxwell Mendes, Arquiteto
A “arquitetura nômade”[1] nunca esteve tão em voga quanto neste momento, não por que seja uma corrente da moda, mas por que a sociedade em transformação pede soluções que acompanhem a dinâmica da vida contemporânea, estamos fazendo mais viagens do que nunca[2], uma tendência que acontece não só no Brasil, mas no mundo. O trabalho está migrando para o online. Os deslocamentos de moradia são também cada vez mais presentes. O planeta pede soluções construtivas que não só reduzam drasticamente o desperdício de materiais e recursos, como possibilitem deslocamentos de “imóveis” evitando as demolições, que são os maiores responsáveis na manutenção da indústria da construção civil como a grande consumidora de recursos naturais do país, em torno de 75%[3] dos recursos. Estima-se ainda que de 35 a 40% de todo o resíduo produzido pela atividade humana advenha do setor, chegando a 500 quilos de entulho gerados por habitante anualmente. Uma grande mudança é necessária, e como agentes atuantes da construção civil, somos protagonistas dela. A arquitetura em container é uma das diversas alternativas construtivas que pontuam neste momento como suporte à arquitetura nômade. Possibilitando a mudança do status quo de bem imóvel para bem móvel. Há uma especificidade do container que o torna potencialmente o sistema construtivo universal, devido a sua onipresença, podendo ser utilizado em diversas partes do mundo, basicamente em qualquer lugar que naturalmente já chegue um container de carga. Portanto, dominar a transformação de um container de carga em uma habitação adequada às necessidades humanas é ter o potencial de se construir em qualquer parte do mundo. A arquitetura em container não se restringe à uma área de aplicação, pelo contrário, apresenta uma enorme versatilidade, podendo ser utilizada em residências unifamiliares, habitações coletivas, hotéis e pousadas. Em usos comerciais apresenta uma ótima alternativa, visto que possibilita a instalação rápida em terrenos locados, proporcionando uma vantagem de versatilidade e economia insuperável frente a outros sistemas. Partindo para usos mais específicos há uma tendência em utilizar containers em eventos mais ou menos temporários, de stands de vendas a suporte de food parks, passando por cafés, pontos de venda itinerantes, quiosques de praia, entre outras inúmeras aplicações. Por ser um sistema que possibilita o “plug and play” ou seja, instalação ágil e uso quase que imediato é indicado também para pequenas ampliações em locais que não permitem grandes transtornos dada a impossibilidade de reduzir ou parar as atividades correntes, como escolas, escritórios, instalações institucionais, fabricas, entre outros. Pelos motivos citados e outros mais, a arquitetura em container mostra-se como uma área promissora dentro do universo da construção, apresentando valor aos clientes. [1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_n%C3%B4made [2] http://www.dadosefatos.turismo.gov.br/sondagens-conjunturais/sondagem-do-consumidor-inten%C3%A7%C3%A3o-de-viagem.html [3] http://www.fdc.org.br/blogespacodialogo/Lists/Postagens/Post.aspx?ID=307

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