O que você vai aprender

Quais as estratégias de manutenção estão hoje em voga no mercado brasileiro, assim como no mercado mundial de manutenção? Como se pode definir a estratégia mais adequada para cada caso;

Como se deve moldar ou “customizar” um plano de manutenção para atender a real necessidade do Cliente. Como se deve avaliar a infraestrutura existente e rever / ajustar os seus planos de manutenção, tornando-os mais efetivos e otimizando recursos;

A necessidade de se estruturar planos de trabalho e operação, assegurando a retenção do conhecimento em sua organização, assim como a base para o treinamento e a capacitação de suas equipes de trabalho.

Definir níveis mínimos de serviço e indicadores de performance / desempenho para o monitoramento de resultados. Qual a importância em se construir painéis de indicadores ou dashboards e como trabalhar com a análise cruzada de indicadores?

A importância em se definir a ferramenta de benchmarking interno em uma corporação (para a área de manutenção), assim como definir índices que permitam a comparação com o mercado onde se atue.

Como se deve dimensionar as equipes de operação e manutenção; existem métricas para acompanharmos este dimensionamento perante os resultados?

Estruturar relatórios, executar processos de cadastramento e controle através de uma ferramenta informatizada de gestão com vasta aplicação no mercado de manutenção.

Como irá se beneficiar

Estruturar de forma técnica e customizada o seu departamento de manutenção e recursos necessários à atender as demandas de seu Cliente interno ou externo.

Construir modelos de monitoramento e gestão que lhe permita avaliar de forma contínua e eficaz os resultados obtidos, orientando-lhe quanto a eventual necessidade de ajustes e revisões no processo.

Ter o contato com uma ferramenta informatizada de gestão de larga aplicação / utilização no mercado, compreendendo o seu modo de utilização e respectivos pontos positivos para o desenvolvimento de suas atividades de gestão.

Assegurar uma operação eficaz e sob o controle do gestor e supervisores.

Público-alvo

Engenheiros, gerentes, dirigentes, supervisores de manutenção e de infraestrutura, assim como empreendedores do ramo de manutenção predial.

Observação: Considerando o seu viés prático de planejamento e estruturação, o curso exigirá que os alunos já atuem no segmento e detenham algum conhecimento das atividades de planejamento e controle da manutenção.

Duração

40 horas

1) Introdução

a. Conceitos básicos de manutenção necessários ao planejamento de suas atividades e dimensionamento das equipes:
 Operação Predial (conceito, tipos de atuação);
 Manutenção Predial (conceito, tipos de manutenção);
 Planos de Operação;
 Planos de Manutenção;
 Canais de entrada para solicitações em manutenção;
 O controle de tempos na manutenção;
 Tipos de contratação (orgânica, terceirizada ou mista), vantagens e desvantagens em função de sua necessidade;
 SSMA;
 Almoxarifado de Manutenção;

b. Escopo de Prestação de Serviços em Manutenção:
 Expectativas e necessidades dos usuários e proprietário;
 Demandas técnicas de projeto;
 O mapeamento de processos (atual x desejado);
 Volumetria histórica;
 Níveis mínimos de qualidade;

2) Planejamento Estratégico:

a. Conceituação de Planejamento Estratégico;
b. Conceituação de Confiabilidade e Risco na Manutenção:
 Conceitos aplicáveis na manutenção predial (MCC, RBM);
 Matriz de Criticidade ou Decisão;
c. A customização de planos de trabalho e sua importância para o sucesso de uma operação;
d. O Planejador da manutenção, sua formação, perfil, experiências e habilidades;
e. As etapas de um planejamento envolvendo:
 A compreensão / “tradução” sobre as necessidades e expectativas do Cliente;
 A equipe de Gestão da O&M e sua estrutura de cargos e funções;
 A definição do escopo e o estabelecimento de metas (níveis ou acordos de serviço, indicadores para o processo, etc);
 A elaboração de:

i. Planos de Manutenção:
• Elegibilidade e Inventário (sistemas e famílias de equipamentos na manutenção);
• O “tagueamento” e a classificação dos itens de manutenção;
• A customização e apresentação de rotinas de manutenção;
• O cronograma de trabalho;
• Formulários e documentos de campo;

ii. Planos de Operação:
• Objetivos e conteúdo mínimo;
• Tipos de planos de Operação;
• Formas de apresentação;
• Políticas de treinamento (externo e “on the job”);

iii. Planos ou programas de vistorias e inspeções:
• Determinação do necessário;
• Estabelecendo o escopo e profissionais envolvidos;
• A compatibilização desta atividade com o plano de operação e manutenção;
 O dimensionamento de equipes de operação & manutenção:
i. Planilhas de hora / homem por atividade de manutenção;
ii. Planilhas de hora / homem por atividade de operação;
iii. Horas efetivas disponíveis;
iv. Outras atividades importantes para o dimensionamento;
 Documentação Técnica e Legal, sua guarda e controle;
 Planejando a implantação:
i. A seleção de um parceiro estratégico;
ii. Mobilização e Implantação;
 O monitoramento de resultados:
i. Matriz de responsabilidades;
ii. Formas de gestão e controle;
iii. O Histórico de Manutenção;
f. Planejamento de Paradas em Manutenção:
 Conceito de Parada;
 Diagnóstico e levantamento de necessidades;
 Coordenação e matriz de responsabilidades;
 Fluxos de comunicação, incluindo a comunicação visual;
 A coordenação de equipes;
 Consolidação de resultados;
g. Medição & Verificação (M&V):
 Noções básicas sobre o Protocolo Internacional de Medição e Verificação (IPMVP);
 Opções de Medição aplicáveis ao nosso dia a dia;

3) Gestão de Resultados:

a. Matriz de expectativas do Cliente para o monitoramento de resultados;
b. Relatórios Gerenciais, seus objetivos e funções;
c. Conceito de Manutenção a Vista;
d. Definição dos Níveis Mínimos de Serviço ou SLA;
e. Definição dos Indicadores de Performance ou Desempenho para os diferentes processos:
 Técnicos e de Confiabilidade;
 Financeiros;
 De qualidade;
 De pessoal (mão de obra);
 Energéticos e de consumo;
f. A composição de painéis de indicadores ou Dashboards;
g. A importância do PDCA e do fator tempo (de reação e atuação)
h. Análise de viabilidade em projetos voltados para a manutenção (eficiência, retrofits):
 Etapas de um estudo de viabilidade;
 Cálculo de payback;
 Valor Presente Líquido (VPL);
 Taxa Interna de Retorno (TIR);
 Determinando o resultado de seu projeto;

4) Sistemas Informatizados de Gestão:

a. Principais funções de um CMMS;
 Agilidade / mobilidade;
 Registro e controle;
 Integração com concentradores e demais sistemas;
 Organização de informações;
 Dados para o planejamento e gestão de ativos;
b. Planejamento e etapas de implantação;
c. Gestão CONTÍNUA de resultados;

5) Oficinas e Dinâmicas (em grupo):

a. Elaboração de Planejamento da Manutenção (em etapas);
b. Elaboração de modelo de gestão e acompanhamento de resultados;
c. Elaboração de Planejamento de Parada;
d. Elaboração de Plano de M&V;
e. Operação REAL de um sistema CMMS em classe, seguindo as etapas de sua implantação, dentro de um ambiente didaticamente estruturado e demonstrando a sua aplicação perante o que fora demonstrado em aula.

  • Prof. Esp. Alexandre Marcelo Fontes Lara
    Engenheiro Mecânico e de Produção Mecânica Graduado pela Faculdade de Engenharia Industrial  – FEI, Pós-Graduado em Refrigeração e Ar Condicionado (FEI), Pós-Graduado em Avaliações e Perícias de Engenharia pela UNISANTA / IBAPE-SPMembro durante vários anos do Conselho Editorial da Revista Climatização & Refrigeração – Nova Técnica Editorial, sócio fundador e primeiro presidente Associação Nacional de Profissionais de Refrigeração e Ar Condicionado – ANPRAC, membro da ASHRAE – American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineeres, atual Diretor Secretário da ABRAFAC – Associação Brasileira de Facilities e autor de diversos artigos sobre comissionamento, auditorias de qualidade na prestação de serviços, manutenção e operação em instalações prediais e industriais para as revistas INFRA, TECHNE, PINI / Construção Mercado, ABEMPI e Climatização & Refrigeração. Atua há 30 anos na implantação, coordenação, auditoria e consultoria em projetos de O&M predial e industrial, além de atuar como Autoridade de Comissionamento em alguns dos principais projetos de infraestrutura predial e industrial no Brasil. Ministrou palestras, seminários e cursos através de entidades de nosso setor, tais como ABRAFAC, ANPRAC, FUPAM–USP, IBAPE-SP, IBAPE-PR, SENAI-SP, entre outras. É docente da cadeira de “Comissionamento, Medição & Verificação” no MBA – Construções Sustentáveis – UNIP, docente da cadeira de Operação e Manutenção no curso de pós-graduação em Avaliações e Perícias de Engenharia – MACKENZIE e docente da cadeira “Gerenciamento de Operações” no curso de especialização Gerenciamento de Ativos Imobiliários Corporativos – FDTE / CORENET

     

     
  • Prof. Ma. Haroldo Luiz Nogueira da Silva
    Profissional com mais de 20 anos de experiência, atua nas áreas de pesquisa, consultoria em manutenção predial, eficiência energética, comissionamento de sistemas prediais para certificação LEED e também treinamento e desenvolvimento de profissionais. Engenheiro Eletricista, Mestre e Doutorando em Energia pela Universidade Federal do ABC, com MBA em Gerenciamento de Facilidades pela Escola Politécnica da USP, Especialista Certificado em Medição e Verificação (M&V). É membro da Association of Energy Engineers e da Abrafac e integrante do comitê Temático de Energia do Conselho Brasileiro de Construções Sustentáveis. Tem em seu currículo cargos como Gerente de Manutenção em sites de missão crítica, Coordenador de Manutenção dos terminais rodoviários em São Paulo, e Gerente de Operações pela Cushman & Wakefield. Atualmente é Sócio Diretor na Preditiva Engenharia, e atua também professor universitário.

Terças e Quintas

Horários
Início: 18h15
Coffee break: 20h15 às 20h30
Encerramento: 22h45

O que está incluso
Apostila Digital em PDF (disponibilizada por e-mail aos participantes em até 24 horas da data de início do curso)
Material de Apoio;
Serviço de Coffee-breaks;
Certificado de Participação digital (atentar a correta grafia do seu nome na lista presença que circulará no primeiro dia de curso)

Observações
Levar Notebook ou Tablet/IPAD, com adaptador para a nova tomada “PADRÃO BRASILEIRO”;
Na hipótese de quórum insuficiente, impossibilidade de comparecimento do professor, imprevistos ou motivos de força maior, a AEA Educação Continuada se reserva ao direito de cancelar ou reagendar o curso programado visando preservar o melhor interesse de todos;
Especialmente, em caso de viagens, antes de se deslocar, solicitamos entrar em contato, a fim de confirmar as informações sobre data e local do curso, evitando transtornos;
Em caso de cancelamento, a AEA Educação Continuada avisará a todos os inscritos (através de e-mail), e devolverá integralmente os valores pagos pela inscrição;
O inscrito poderá solicitar o cancelamento da sua inscrição, via e-mail, até 10 (dez) dias antes do início do curso. Neste caso, os valores pagos serão devolvidos.
Em todos os casos, recomendamos a leitura atenta, e integral, do Contrato de Adesão aceito no ato da efetivação da inscrição online.

Formas de Pagamento